Pólipos fibroepiteliais ou fibromas moles ou acrocórdons – pelo Drº Fabio Alex

Apesar de assintomáticas, são queixas freqüentes no consultório dermatológico por razões estéticas ou, ainda, por traumatismo nas roupas jóias, até mesmo nosso próprio cabelo e nossas unhas.

Pólipos fibroepiteliais

Também chamado de nevo molusco ou pêndulo, são pequenas verrugas moles que, ao crescer, adquirem aspecto pedunculado na pele. É uma lesão extremamente comum e benigna.

Os acrocórdons são pequenos papilomas geralmente localizados nas faces laterais do pescoço, axilas, porção superior do tronco e pálpebras de pacientes de meia-idade ou idosos. Essas hiperplasias epiteliais benignas são favorecidas pela obesidade, gravidez, menopausa e distúrbios endócrinos como a acromegalia. Alguns autores sugerem que os acrocórdons indicam risco significativamente maior de pólipos do cólon.

fibromas moles

Acrocórdons (skin tags) representam os tumores cutâneos fibroepiteliais mais comuns; são pólipos benignos adquiridos que surgem nas dobras naturais da pele. São pápulas pedunculadas e amolecidas que se protruem a partir da superfície da pele. Únicas ou múltiplas, elas variam entre 2mm e 10mm, com tendência a crescimento progressivo, sem involução espontânea. São normocrômicas ou hipercrômicas ( coloração da pele normal ou pouco escurecida) e, apesar de assintomáticas, são queixas frequentes no consultório dermatológico por razões estéticas ou, ainda, por traumatismo nas roupas ou jóias.

Estes são extremamente comuns na população adulta maior que 40 anos (46%), aumentando sua incidência entre os idosos (59% aos 70 anos). Apresentam componente familiar, mas o padrão genético de segregação não foi ainda definido, assim como os aspectos étnicos, não havendo predileção por gênero.

acrocórdons

Condições associadas: Em geral a presença dos acrocórdons não indica nenhuma anomalia no individuo, mas em alguns casos raros, a presença destes, pode associar:

  • À gravidez (mais comum deles),
  • À obesidade,
  • À dislipidemia,
  • À acromegalia,
  • Aos pólipos intestinais (sintomáticos),
  • Ao diabetes mellitus,
  • À aterosclerose e
  • A várias síndromes: ovários policísticos, Birt-Hogg-Dubé ( Pacientes com esta síndrome apresentam tumores renais, cistos pulmonares que podem ser associados a pneumotórax, associados ao acrocórdons) e Cowden (A síndrome de Cowden é uma genodermatose que pode acometer vários órgãos, como pele, mucosa oral, tireóide, mamas, ovários e sistema nervoso central. O quadro mais típico caracteriza-se pela presença de múltiplos hamartomas (formações vasculares) e risco aumentado para câncer de mama e tireóide).
  • A resistência periférica à insulina (RI)

Tendo-se em vista que a RI se desenvolve antes do aparecimento e da possibilidade de detecção das doenças associadas, a identificação e o tratamento precoces desses pacientes podem exercer importante papel preventivo primário, incentivando a mudança do estilo de vida e o tratamento específico.

nevo molusco

Há diversas manifestações cutâneas que se associam a RI, como:

  • Pseudoacantose nigricans,
  • Hirsutismo,
  • Acne,
  • Hidradenite supurativa,
  • Oleosidade,
  • Alopecia,
  • Papilose digital e
  • Acrocórdons.

Em pacientes ambulatoriais dermatológicos, a presença de múltiplos acrocórdons se associou à resistência insulínica, ao sobrepeso e à hipertrigliceridemia, independentemente dos demais fatores de risco conhecidos.

Diagnóstico dos acrocórdons: é clínico e em alguns casos, quando se suspeita de algum quadro sindrômico, o médico pedirá alguns exames de laboratório.

Diagnostico diferencial:

  • Lesões papulosas da síndrome de Cowden, dermatose, Papulosa nigricans no seu inicio,
  • Angiofibromas,
  • Ceratoses seborréicas,
  • Nevos nevocelulares.

A sua histologia, ou seja, se formos avaliar pelo microscópio o acrocórdon veremos apenas tecido conjuntivo frouxo e hiperplasia epidérmica. Epiderme normal recobrindo o centro fibroso-vascular constituído por colágeno frouxo ou denso, e com vasos centrais dilatados.

Tratamento: Geralmente, não causam problemas, mas podem ser pouco atraentes e a roupa ou a pele próxima pode causar atrito e irritá-los, podendo ate haver infecção sobre o mesmo. Visto que é uma patologia que não tem involução espontânea, um tratamento tem que ser estabelecido.

O médico pode remover facilmente através da congelação com nitrogênio líquido, eletrocauterização com bisturi elétrico ou de sua ressecção com o auxílio de um bisturi ou de uma tesoura. A melhor técnica para se retirar os acrocordons é a exérese cirúrgica com tesoura de Castroviejo seguido de eletrocauterização. Pode ser feito ainda somente com eletrocauterização.

Anestesia: a anestesia tópica é recomendada para a retirada dos acrocórdons, e deve ser passada no local a ser tratado, com antecedência para que faça uma analgesia adequada.

pomada

Evolução: Após a retirada do acrocórdon, haverá a formação de uma crosta (que não deve ser retirada) sobre o local, que permanecerá ai por aproximadamente 7 a 10 dias e uma pele normal nascerá. Pode haver o surgimento de novos acrocórdons ao redor da área tratada e isso não é freqüente. O local deverá ser tratado com pomadas ou cremes indicados por seu médico. O local pode e deve ser lavado normalmente, tomando somente os devidos cuidados para que as crostas não sejam retiradas antes do tempo, já que estas funcionam como um curativo biológico.





9 Comentários para “Pólipos fibroepiteliais ou fibromas moles ou acrocórdons – pelo Drº Fabio Alex”

  1. Claudio Says:

    vivendo e aprendendo , as orientações do dr Fabio nos traz uma tranquilidade em relação as doenças de pele

  2. Rose Says:

    Dear doctor, que bom saber que podemos contar com tua experiência na evolução e cuidados de nossa beleza. Em breve estarei contigo em teu consultório. Não vejo a hora de que cuide de minha pele. Um abraço com carinho! Rose

  3. vanda brandalise Says:

    Não é bonito de se ver, e penso que se tratado logo não chega ter feições de uma ” bruxa”.

    Sempre suas reportagens são interesantes.

    Beijos grande.

  4. Viviane Says:

    olá, Fábio, adorei o artigo!! beijos

  5. maria de jesus (ex aluna Asime) Says:

    Fabio,como sempre ,vç e o maximo.Adorei o artigo. bjs maria de jesus

  6. nilda godoy Says:

    agradeço muito pela matéria. Não é o meu caso,mas ,de minha cachorra pastor branco suiço.Hoje o veterinário esteve aqui e falou ser pólipo.demorei bastante para encontrar sua matéria, mas foi muitíssimo importante, pois em quase todas as pesquisas só encontrei falando mais em pessoas e em relação ao intestino.No caso de minha cachorra é na pele .Estou feliz de saber que não é tão perigoso como pensei,apesar dela já ter 10 anos. Grata. Estou feliz. NILDA

  7. nilda Says:

    muito interessante a matéria.gostaria de saber mais detalhes( tipo:em cães).

  8. everson Says:

    muito bem explicado, finalmente achei algo sobre isso que eu consegui se entender, obrigado doutor.

  9. Claudia Says:

    Finalmente uma explicação bem dada, já não sabia mais a quem recorrer para esclarecer sobre estas coisinhas que saeem no meu corpo. muuuuuito bom! obrigada, Bjs!

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